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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"Quando ficar velha, quero usar roxo"



Nesse livro, Jean Shinoda Bolen fala sobre os arquétipos ativos na psique feminina quando elas já cumpriram seus demais papéis na sociedade como filhas, esposas, trabalhadoras, mães. É nesse momento que a mulher tem tempo e energia o suficiente para voltar-se pra si mesma e vir a tona a mulher sábia. Essa fase tem tudo para ser o período mais autêntico de sua vida, quando não necessita mais corresponder às expectativas externas, quando as expectativas da sua vida se transformam e pode enfim escolher ser você mesma. 

As deusas e a mulher madura fala sobre os arquétipos de Métis, Sofia, Hécate e Héstia, diferentes formas da mulher conseguir expressar sua sabedoria ancestral, o desenvolvimento interior das qualidades da alma mais ligadas à terceira fase da vida da mulher, que no entanto, em condições propícias, também pode ser encontrado em mulheres jovens.
Cada um dos arquétipos de sabedoria tem sua forma singular de sapiência.

Na segunda parte do livro, além dos arquétipos de sabedoria, a autora fala também de outros arquétipos que se desenvolvem nessa fase, ligados a indignação, compaixão e alegria. É nesse momento que temos contato com os arquétipos de Seckhmet, Kali-Ma, Bauno, Uzume, Kuan Yin e Virgem Maria.

Na terceira parte do livro, temos a oportunidade de revisitar as Deusas trabalhadas em seu outro livro, As deusas e a mulher, para conhece-las em sua maturidade. Como mulheres com os arquétipos de Afrodite, Perséfone, Deméter, Hera, Atena, Ártemis e Héstia são quando adentram a terceira fase da vida?

A quarta parte do livro fala sobre o arquétipo do Círculo. É o capítulo que inspirou a autora a escrever O milionésimo círculo, um livro somente sobre o movimento dos círculos de mulheres. Nesse capítulo, além do arquétipo do círculo, temos o panorama histórico tanto do movimento feminista quanto do movimento dos círculos de mulheres. Segundo a autora, a terceira onda do movimento feminista integrará tanto política quanto espiritualidade, e trará uma nova consciência espiritual ao mundo, sendo o círculo o próprio veículo de transformação da própria mulher e do mundo ao redor.

Citando Margareth Mead: Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos conscientes e comprometidos podem mudar o mundo; de fato, é a única maneira disto acontecer.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Atena

Eu tenho muita dificuldade de me relacionar com mulheres que predominam o arquétipo de Atena. Semana passada meu namorado chegou a me dizer que eu demonstro até uma certa raiva ao falar de Atena *risos*. É mesmo muito dificil pra mim lidar com o machismo e o patriarcado. Ainda mais quando a defesa dele vem de mulheres.

Hoje lendo As deusas e a mulher madura, Jean Shinoda Bolen aponta um caminho de redenção pra essas mulheres de inclinação patriarcal.




Quando o arquétipo de Atena predomina numa mulher, especialmente se jovem, ela é mais uma filha do pai  do que irmã das outras mulheres. Esse exemplo começa a se desvanecer quando uma mulher se aproxima da terceira fase de sua vida. Se ela lembra Métis, vai entender o que aconteceu com a divindade feminina e com as mulheres - e passa a se identificar mais com elas do que com os homens. Integrando Métis, torna-se mais equilibrada e íntegra.

O retorno de Métis a mente de Atena da-se quando a "filha do pai" cresce psicologicamente e se afasta de sua identificação com a misoginia paterna e sua intolerância aos assuntos e valores femininos. Inteligente, bem educada, ambiciosa, com uma cabeça boa no campo em que trabalha e afinidade com homens de poder, frequentemente crê-se excepcional, desprezando as outras mulheres que não tenham a habilidade ou a aspiração para conseguir o sucesso como ela. Se um dia se lembrar de Métis, a primeira coisa que precisa fazer é se afiliar a outras mulheres e perder sua identificação como filha do pai e sua submissão à hierarquia. Tal transformação vem a acontecer depois de uma grande desilusão com os mentores masculinos e colegas ou com o princípio de uma instituição. Quanto mais velha a mulher Atena, mais preparada ela fica para essa mudança.

A traição a uma filha do patriarcado, traída pelo próprio patriarcado, geralmente é uma iniciação ao feminismo; uma Atena ganha um novo entendimento dos assuntos femininos que ela havia previamente descartado e consegue ver um padrão novo.

Antes disso, teria sido impossível conseguir uma ligação de amizade com outras mulheres. Também pode se dar aí o início da sabedoria feminina.

Jean Shinoda Bolen em As deusas e a mulher madura - arquétipos nas mulheres com mais de 50.
Capítulo "Deusa da sabedoria prática e intelectual: Métis no ventre de Zeus" 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas

Comprei muitos livros nesse ultimo mês, o mais importante deles foi sem dúvida esse manual da Mirella Faur de como montar e conduzir um círculo de mulheres. E principalmente, o porquê fazer isso.
Comecei a leitura há dois dias e até agora não tem nenhuma página sequer sem um grifo de um trecho importante, sem que eu tenha parado pra anotar ideias em meu caderno...


Sobre o livro:

Em Círculos Sagrados Femininos, Mirella Faur compartilha suas experiências e amplos conhecimentos sobre a formação, condução e preservação de um círculo cerimonial vivencial. Além de suas próprias vivências com grupos de mulheres durante os últimos quinze anos, ela menciona relatos e aprendizados de outras autoras ligadas ao movimento internacional do sagrado feminino e dos vários modelos de círculos.Redigido de forma didática e permeado por orientações práticas, rituais, celebrações e meditações, esta publicação pioneira e amplamente documentada fornece um precioso material informativo para as mulheres interessadas em iniciar, ampliar ou aprofundar as vivências circulares.São apresentadas diretrizes e premissas básicas para formar e preservar um círculo sagrado, organizar reuniões, resolver problemas e conflitos, avaliar e reformular objetivos e integrar a consciência de solidariedade e parceria no cotidiano. Uma grande parte do livro aborda aspectos ritualísticos e cerimoniais, descrevendo a jornada iniciática, os “Mistérios do sangue”, arquétipos e fases lunares, a conexão com a Mãe Terra, as celebrações dos plenilúnios e das Matriarcas na lua cheia e negra e de cerimônias na Roda Sagrada
Fonte: Um Novo olhar - setas para o infinito



Alguns trechinhos inspiradores:

No início as pessoas oravam para a Criadora da Vida. No alvorecer da religião Deus era mulher' - When God Was a Women - Merlin Stone


"A real importância da Deusa é a anulação do poder dos símbolos patriarcais masculinos sobre a psique e a alma feminina". Ao longo de milênios, criados, fortalecidos e enraizados, os símbolos do Deus Pai tornaram-se argumentos e leis para inferiorizar, dominar, oprimir e até mesmo matar as mulheres.
(...)
A 'invenção' do patriarcado foi a negação do ventre materno, do seu dom de dar a vida, e a afirmação de que o Pai é o único criador. Portanto, tudo que ele faz é justo e certo, pois somente ele tem o poder. Repetida, encenada, escrita, falada e ensinada por vinte séculos, essa inverdade fundamental tornou-se a verdade aceita, devido ao temor do pecado e da punição.
(...)
As mulheres - antes separadas e divididas pelos códigos e imposições das religiões patriarcais - passaram a se reunir e se apoiar na busca de uma nova manifestação da sua espiritualidade, que celebrasse a sacralidade da terra e da mulher, reconhecesse e honrasse seus ciclos e transições, incentivasse o reconhecimento da unidade e respeitasse a vida e a coexistência de todos os seres da criação.
(...)
As mulheres que encontram e vivenciam a religião da Deusa tornam-se suas sacerdotisas e senhoras de si mesmas, não mais meras expectadoras de serviços religiosos formais e rígidos, ou simples obreiras a serviço do Senhor. A sacralidade feminina preenche os anseios da alma e nutre o psiquismo com energias positivas, permitindo a cocriação, o amplo envolvimento, participação e criatividade em diversos tipos de rituais.
(...)
Para manifestar seu poder nas nossas vidas, além das imagens e mitos, precisamos de rituais, que criam novas formas de expressão e motivação, reencenando antigas práticas e criando altares para pontos de força e atração da presença da Deusa.
(...)
Quando as mulheres estiverem plenamente conscientes do seu verdadeiro poder, elas vão poder usa-lo para se transformar e mudar o mundo ao seu redor. Em vez de direcionar o poder para competir ou dominar (poder sobre alguém), elas vão usa-lo para se tornarem poderosas, sem serem agressivas e competitivas, mas apenas utilizando seu poder interior.
(...)
A Deusa é o símbolo da cura necessária para nossa sobrevivência; da pacificação entre homens e mulheres, povos e nações; da expansão da consciência que irá garantir a renovação social, política, cultural e espiritual da humanidade. Sem precisar voltar para as estruturas e comportamentos pré-históricos, podemos usufruir da sabedoria antiga, dos cultos e rituais que honravam e celebravam a vida, a Terra, a sacralidade feminina. Precisamos apenas abrir nossa mente coração para fazer bom uso das riquezas naturais e agradecer por tudo o que a vida e a Deusa nos oferecem para nossa existência.
(...)
A reunião em círculo de pessoas que compartilham os mesmos objetivos e interesses é a maneira ancestral e sagrada de provocar transformações pessoais e coletivas.
(...)
Os círculos de mulheres resgatam e ativam a ancestral conexão com o sagrado, explorando, criando ou desenvolvendo formas específicas para expressá-la em conjunto, mas levando em consideração as visões e sugestões individuais. Os encontros proporcionam um espaço seguro, não encontrado na cultura contemporânea, para apoiar e incentivar o desenvolvimento e fortalecimento pessoal. 
(...) 
Os rituais são elaborados a partir de mitos, lendas, contos de fadas, visões, meditações, sonhos, livros ou reinterpretações de cerimônias tradicionais, adaptadas aos interesses femininos atuais. Em todas as formas de celebração, porém, deve estar sempre a reverência a uma manifestação, arquétipo ou atributo da Grande Mãe. 
(...) 

Citando a escritora Elinor Gadon, autora de The Once and Future Goddess: 'em nosso tempo e em nossa cultura, a Deusa esta se tornando novamente o símbolo do fortalecimento das mulheres, um catalisador para uma espiritualidade centrada nos valores da Terra, uma metáfora do nosso planeta visto como um organismo vivo, o arquétipo da consciência feminina, a mentora dos curadores, o emblema de um novo movimento político, uma inspiração para os artistas"

Isso porque eu ainda estou na página 100. Sem dúvida eu volto pra falar mais dele.


Rumo ao Milionésimo Círculo!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Recortes


Outro dia uma amiga me disse que não entendia essa minha necessidade de estar entre mulheres.

Ela usou bem as palavras, é mesmo uma necessidade. Pra mim não é apenas importante, é uma necessidade vital estar entre mulheres. É primal, urgente, instintivo. Essa nossa mágica capacidade de nutrir e acolher, usada entre nós, a nosso favor, como irmãs que somos.
Curarmos e nos nutrirmos mutuamente. Resgatarmos nosso elo e nossa sabedoria perdida, esquecida, negligenciada, oprimida por tantos milênios de patriarcado.



Essa madrugada estava lendo “A tecelã: ensaios sobre a psicologia feminina extraídos dos diários de uma Analista Junguiana” e em um determinado capítulo ela fala justamente sobre isso:

“Devido a supervalorização cultural do masculino e à desvalorização do feminino, as mulheres frequentemente ficam desapontadas e são magoadas por mães que não puderam ou não quiseram amá-las, assim como podiam amar inteiramente a si próprias. Naturalmente, essas jovens mulheres se voltaram, famintas de amor, para os pais. E mais tarde, para os amigos e maridos, de modo excessivamente compensatório. Os romances dos anos 50 (...) detalham a intensa busca que as mulheres empreenderam em direção ao amor e à aceitação dos homens. As meninas crescem esperando amar, casar-se e viver felizes para sempre e nós, com certeza, tentamos fazer exatamente isso.


(...)

A amizade entre as mulheres cresceu. Ela sempre existiu, subterrânea, mas agora é posta para fora e esta aberta e conscientemente valorizada. Muitas mulheres sabem disso e confiam umas nas outras o suficiente para dizer ‘você me magoou quando...’ ou para perguntar ‘o que você quis dizer com...’ e dizer ‘estou zangada com...’ ou ‘preciso da sua ajuda para...’ ou ‘estou preocupada com...’ ou ‘estou confusa ou vulnerável’. Elas sabem que todas essas são expressões mágicas para apelar para as deusas em suas modalidades clara e escura, negativa e positiva, elementar e transformadora. Minha amiga, uma analista junguiana, tornou isso claro pra mim uma vez, ao me contar a imagem daquilo que fazíamos juntas e com nossas pacientes. Ela disse que a transferência entre as mulheres acontece quando duas de nós damos as mãos e dançamos como louca em volta de um caldeirão. Não foi exatamente isso que ela disse, mas acho que você vai compreender e aceitar o fato de eu não citá-la corretamente e dizer, em vez disso, o que eu ouvi. Isso faz parte do processo entre mulheres e irmãs. Há espaço para fundir e obscurecer os limites, agora que cada uma de nós pode manter o seu próprio centro.

Como as mulheres agora podem começar a aceitar sua irmandade subjacente e sua conexão com o Self Feminino, também podem lutar junto com uma amiga e retirar a própria sombra do processo.  As mulheres podem confiar umas nas outras e em si mesmas o bastante para mostrar suas necessidades e suas vulnerabilidades a outras mulheres e ser espelhadas e alimentadas umas pelas outras.”
Eu diria também: a curarem e serem curadas umas com as outras, nutrirem e serem nutridas...
Como a Drª Clarissa Pinkola Estés tão bem fala em seu livro Ciranda das Mulheres Sábias:


"Comadre – Em espanhol, esse termo significa algo semelhante a ‘eu sou sua mãe e ao mesmo tempo você é minha mãe’. É uma palavra usada para descrever a relação íntima entre mulheres que cuidam uma da outra, que dão ouvidos e ensinam uma à outra, de uma forma na qual a alma está sempre incluída; às vezes ela é o assunto da conversa, e às vezes é com ela diretamente que se fala.


(...)

Elas se abrilhantam e se protegem mutuamente, confiam uma na outra, consolam e orientam uma à outra no que diz respeito a tantos aspectos da vida - a vida do coração, a secreta vida interior e a vida dos seus sonhos...Seja em épocas de risadas estridentes, de tristeza atordoante, na crítica ao deslize mais recente, ao presenciar novos lançamentos ao mar aberto...(...) Todas as comadres se empenham para viver sob o abrigo umas das outras. Entre mulheres, esse é um esforço abençoado."

É por isso que eu preciso estar entre mulheres...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A mãe Hera


“A analista Junguiana Marion Woodman, em seu importante livro Addiction to Perfection, efetuou um estudo psicológico dessas relações destrutivas entre mãe e filha, particularmente quando se manifestam como anorexia nervosa e obesidade. Ela acertadamente considera o excesso e a insuficiência de peso sintomáticos de uma profunda chaga no que se refere à verdadeira maternidade – e que aqui chamaríamos de ausência de acalento demétrico. Escrito basicamente na perspectiva das filhas de mães-Hera, este livro é extremamente valioso para nos ajudar a entender como a vida de tantas mulheres é dirigida, quase ao ponto da possessão, por imagens maternas cheias de mágoa dentro de si.

O problema, de acordo com Woodman, é que as mães que chamamos de Heras frustradas, foram elas próprias malcuidadas por suas mães, que por sua vez foram criadas pelas mães delas, e assim sucessivamente, há várias gerações – possivelmente desde a Revolução Industrial, que tanto alienou as mulheres da terra e dos ciclos da terra. Dessa forma, mais recentemente, em vez de uma maternidade autêntica, essas mães passaram inconscientemente a transmitir para suas filhas um conjunto de normas perfeccionistas e expectativas irreais em relação às metas e ao sucesso da vida que tem pouco ou nada que ver com a descoberta da natureza feminina individual de cada uma – que poderia ser qualquer um dos arquétipos das Deusas. O que é mais trágico, essas filhas foram abandonadas para lutarem sozinhas com a profunda dor inconfessa que provém de terem sido arrancadas de sua feminilidade própria.”

A Deusa Interior – Hera.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A deusa interior - um divisor de águas

Finalmente terminei o livro A Deusa Interior...sabe, sem dúvida alguma foi um grande divisor de águas na minha vida. A Aline acha que eu deveria enveredar minha psicologia por esse caminho, eu sinto vontade disso. 




A parte final, que fala da roda das Deusas, um circulo de mulheres compartilhando suas experiências, se conhecendo...isso é um sonho pra mim! Me lembrou meu projeto do Grupo de Mulheres no CRAS...eu elaborei com todo o carinho, pensando em cada mulher que eu convidaria. Tinhamos todos os encontros agendados, eu ja tinha comprado os materiais que iriamos utilizar, estava fazendo a lista de ingredientes pros lanches das meninas, fazendo os contatos necessários, mandamos imprimir os convites em uma gráfica e iriamos entregar pessoalmente cada um deles. Não queria que fosse algo impessoal, indo pelos correios, como se elas fossem apenas mais uma...

E então, duas semanas antes de começar, eu fui mandada embora.

Enfim...

Tudo isso pra dizer que eu ando totalmente Perséfone. Foi dificil chegar a essa conclusão. Foi fácil identificar quem eu fui na minha infância (Perséfone), adolescência (100% Atena) e início da minha fase adulta (Afrodite, Afrodite, Afrodite). A grande pergunta que me seguiu durante a leitura foi "mas quem eu sou agora?"...

E ao final do livro os autores falam sobre os anseios, e eles respondem a essa pergunta.

E meu principal anseio nos últimos meses é ficar sozinha, ter o meu tempo, minhas próprias regras, o meu espaço individual, me refugiar em mim mesma...
Sabe, todas essas pressões, a idade, a formatura, ter de corresponder a todos os anseios da sociedade.

E tudo que eu queria era apenas estar comigo mesma...

Eu realmente desperto quando trabalho, viro outra, minha vida ganha um real significado, minha fé se fortalece porque eu sinto que quando trabalho no que eu quero - ajudar aos outros - eu cumpro meu papel no mundo.

E eu sei que eu estaria mais feliz se estivesse cumprindo meu papel no mundo...

Minha díade que esta totalmente desequilibrada é Perséfone - Hera - mundo avernal x realidade/poder. Todas as outras Deusas estão em harmonia e equilíbrio, são fortes na minha constituição.
Perséfone tem 28 pontos em mim, atrás apenas de Afrodite, com 29. E Hera, não tem nenhum ponto. Segundo o livro, é normal que Hera só se manifeste na segunda fase da vida da mulher...

Mas não é normal que eu não tenha nenhum pesinho no mundo físico...

Apenas divagando...

Minha resenha pra ele no SKOOB:

É um livro perigoso, pois muda o leitor pra sempre. Livro pra se ler aos poucos, pois desperta inúmeras reflexões e insights. Impossível fazer a leitura e permanecer o mesmo. 
Recomendo pra todas as mulheres, pra todas que procuram se compreender, entender seus padrões, sua personalidade. Pra todas que necessitam resgatar sua sabedoria ancestral feminina, que perderam contato consigo mesmas. Pra todas que se questionam, pra quem busca respostas e aguenta o tranco de consegui-las e de quebra vir junto um conhecimento de si poderoso, ancestral, perturbador...

Mas agora vou correr com os lobos ;)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Livro viajante - SKOOB



Quando mais nova, eu participei do book crossing, que era uma comunidade muito legal, você disponibilizava seus livros para serem livres e viajarem pelo mundo...^^ Colocava o código de rastreio nele, e quem o encontrasse, daria de cara com isso:




A idéia é libertar o livro, a pessoa encontra, registra onde foi encontrado, lê e liberta o livro novamente. Nessa modalidade, o livro não volta pra pessoa que originalmente o libertou. Ele é realmente livre...

Só que desse jeito, apegada que sou a alguns livros, eu não iria ter como disponibilizar aqueles que eu realmente gosto...

Descobri recentemente no SKOOB a comunidade do LIVRO VIAJANTE. São mais de 720 livros que estão viajando nesse momento pelo Brasil.

Funciona assim: você disponibiliza seu livro, formula suas regras (por exemplo, pra quantas pessoas ele irá viajar, quanto tempo ficará com cada pessoa...) e então ele segue pro mundo! Ao final, ele retorna pra você...recheado de histórias!

Estou impressionada como aquela comunidade realmente funciona! As pessoas realmente estão comprometidas com a ideia.

Fiquei encantada, me inscrevi pra receber alguns (você pode até mesmo escolher quando quer receber, qual sua posição na lista), e hoje coloquei pra viajar meu primeiro livro: O Silêncio dos Inocentes.

Ele seguirá para Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pará, Rio de Janeiro, Roraima, Espirito Santo e Mato Grosso do Sul.

Isso faz meus olhinhos brilharem *.*

quinta-feira, 22 de março de 2012

8 sabbaths para bruxas - comentários aleatórios

São coisas pequeninas que me intrigaram nesse livro, porque É um clássico. Boa parte da wicca é derivada deles, da Doreen Valiente, do Gardner...

É um livro bem diferente dos livros de wicca que eu ja tinha lido. Isso porque normalmente os livros de wicca são introdutórios, explicam todos os conceitos e são compilações de diversas práticas/rituais/autores distintos. E normalmente, esse casal é citado. Meu livro favorito (Os mistérios wiccanos - Raven Grimassi) cita extensivamente o casal Farrar e foi por isso que a Lu quis me emprestar dizendo "beba da fonte"

A proposta do livro parte desse pressuposto aqui (clica que aumenta)



Pra mim fez muito sentido!

Então o livro inteiro é APENAS sobre os rituais de sabbaths e rituais de nascimento, casamento e requiem...pra essa nova fase em que estou entrando, achei interessante.

Tem invocações perfeitas...

Mas sabe quando um livro começa a contrariar coisas que você acreditava?
Pra começar, olha a capa do livro!


O sacerdote segurando o cálice e a mulher segurando o athame. O livro mesmo explica o simbolismo do athame como falo e o calice como utero, mas na benção dos alimentos, ele coloca nessa ordem. No grande rito simbólico não, a mulher segura o calice...

Olha de novo:

Outra coisa...o livro é todo adaptado para que os ritos aconteçam dentro de ambientes fechados (apenas afastando móveis!) e nao ao ar livre, rituais ao ar livre são exceção. Também recomenda que os sabbaths sejam todos LIDOS pelos sacerdotes e que haja um ensaio antes para cada um saber seu papel.

Na parte do grande rito, uma coisa que eu não sabia: que todos os demais membros saem do circulo, antes do ritual encerrar, e o sacerdote e a sacerdotisa ficam sozinhos para o ritual. Depois os membros são readmitidos no círculo.

Ensina outras coisas que eu sempre quis saber, mas só havia ouvido falar antes, como como se realiza de fato o beijo quintuplo, como passar o vinho do sacerdote pra sacerdotisa, qual é a posição exata da "mulher como altar"...tudo que o Raven Grimassi citava e fazia meus olhinhos brilharem rs...

O livro é recheado de fotos de rituais com os sacerdotes e todos os membros "vestidos de céu", inclusive com grande rito. Eu amei!