sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A mãe Hera


“A analista Junguiana Marion Woodman, em seu importante livro Addiction to Perfection, efetuou um estudo psicológico dessas relações destrutivas entre mãe e filha, particularmente quando se manifestam como anorexia nervosa e obesidade. Ela acertadamente considera o excesso e a insuficiência de peso sintomáticos de uma profunda chaga no que se refere à verdadeira maternidade – e que aqui chamaríamos de ausência de acalento demétrico. Escrito basicamente na perspectiva das filhas de mães-Hera, este livro é extremamente valioso para nos ajudar a entender como a vida de tantas mulheres é dirigida, quase ao ponto da possessão, por imagens maternas cheias de mágoa dentro de si.

O problema, de acordo com Woodman, é que as mães que chamamos de Heras frustradas, foram elas próprias malcuidadas por suas mães, que por sua vez foram criadas pelas mães delas, e assim sucessivamente, há várias gerações – possivelmente desde a Revolução Industrial, que tanto alienou as mulheres da terra e dos ciclos da terra. Dessa forma, mais recentemente, em vez de uma maternidade autêntica, essas mães passaram inconscientemente a transmitir para suas filhas um conjunto de normas perfeccionistas e expectativas irreais em relação às metas e ao sucesso da vida que tem pouco ou nada que ver com a descoberta da natureza feminina individual de cada uma – que poderia ser qualquer um dos arquétipos das Deusas. O que é mais trágico, essas filhas foram abandonadas para lutarem sozinhas com a profunda dor inconfessa que provém de terem sido arrancadas de sua feminilidade própria.”

A Deusa Interior – Hera.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

5 coisas pelas quais sou grata!


Porque hoje eu estava naquela vibe sem energia, e então coloquei uma musica ritualistica, e enquanto cantava e dançava, limpei a casa inteira, joguei tudo que era lixo fora, limpei armários e geladeiras, quarto e banheiro. E por fim, tomei um banho de sal grosso e saí muito leve. Quando meu amor chegou, a musica ainda rolava, ele cantou e dançou comigo...
Inspirado no 365 ideias pra viver melhor: 5 coisas pelas quais sou grata!
Sou grata por ter o namorado mais lindo, mais carinhoso, mais presente, mais especial e mais incrível do mundo. Por nossas bobeirices de todos os dias que nos fazem rir tanto, pelo abraço onde me sinto em paz e segura. Pela nossa cumplicidade única. Pela sua visão sempre sensata e sempre ética do mundo, por ele despertar o melhor que há em mim, por acreditar nos meus sonhos, por me ouvir tagarelar por horas a fio, por sempre ter um elogio, uma palavra doce e uma brincadeira pra descontrair.
Sou grata pelos meus amigos incrivelmente fodas. Por me ensinarem na prática que não é porque estamos a volta com os 30 anos que devemos nos tornar adultos chatos, metódicos, burocráticos e beges. Por sonharem, por me deixarem participar desses sonhos e não apenas aplaudir, mas curtir junto suas vitórias. Morro de orgulho por ser amiga de pessoas com tantas nuances, com tanta profundidade...
Sou grata por estar cada vez mais próxima de uma espiritualidade natural, por ter encontrado os deuses em mim mesma, pela trilha do autoconhecimento que sigo desde o inicio da minha adolescência me render tantos frutos. Por esse conhecimento natural agregar ao meu conhecimento científico e me tornar não apenas uma mulher e um ser humano melhor, mas uma profissional mais empática e consciente. Sou grata por não ter meus olhos vendados.
Sou grata por ser um ser humano livre. Por nunca ter limitado meu corpo, meus desejos, minhas nuances e minha visão de mundo. Sou grata por ter construído meu senso ético e moral com base nas minhas próprias vivências e reflexões, e não com o que a sociedade impôs.
Sou grata por, mesmo quando tudo parece ruim, vazio e sem sentido, conseguir cantar, dançar, despertar minhas energias e voltar a encontrar a minha força. Heya!